Menu:

Síntese Informativa

          O poder militar e uma organização secreta apoiavam os governos fascistas. Acreditavam que a sua raça era superior. Esta imagem mostra um desfile militar de jovens fascistas italianos marchando frente a Mussolini durante a marcha de triunfo em Roma de 1935 durante a I Guerra Mundial.

           Com o seu exército, Itália apoiou Espanha durante a Guerra Civil que foi um campo de batalha entre as ideologias fascistas e socialistas. Com o apoio de Itália e do seu exército bem treinado, algumas batalhas foram ganhas e a ideologia fascista foi proliferando e atingiu alguns países como Espanha, Alemanha, Portugal e Áustria.

          As ideias fascistas começaram a ser apoiadas após a I Guerra Mundial com o primeiro movimento fascista em Itália nos anos 20.

          Benito Mussolini, jornalista e agitador político italiano, fundou o partido fascista, originário de um movimento paramilitar que ele próprio criara para combater as agitações e as greves organizadas pelos socialistas e outros partidos de esquerda. O termo fascismo vem de “fasces”, vários bastões ou varas com um machado, símbolo do poder na antiga Roma, mas também símbolo de união e de força.

           O fascismo é uma doutrina “totalitária, de práticas políticas estadista e colectiva, opondo-se aos diversos liberalismos, socialismos e democracias. Exalta o Estado e usa modernas técnicas de propaganda e censura para suprimir a oposição política, fazendo uma severa mudança económica, social e cultural, sustentando-se no nacionalismo e por vezes na xenofobia preveligiando os nascidos no próprio país apresentando uma certa indiferença para com os imigrantes.

           A concepção fascista é definida como anti-individualista, colocando o Estado antes do indivíduo. Para o fascismo, fora do estado não há valores humanos ou espirituais. Não pode haver indivíduos nem grupos fora do estado. Defende assim um corporativismo no qual os interesses são conciliados na unidade do Estado.

           O fascismo opõe-se à democracia, mas considera-se como “a mais pura forma de democracia se o povo for considerado do ponto de vista da qualidade em vez de a quantidade”. Defende assim “uma democracia organizada, centralizada, autoritária”, exercida através de um único partido.

           No fascismo deve o estado ser o educador e o promotor da vida espiritual, económica e social de todos os indivíduos.

           Mussolini, sendo percursor desta ideologia nega três ideias chave: o pacifismo, o internacionalismo e a equação “bem-estar=felicidade”, além de negar também três doutrinas políticas modernas que lhe são anteriores: o socialismo, o liberalismo e a democracia.

           O fascismo foi de certa forma o resultado de um sentimento geral de ansiedade e medo dentro da classe média na Itália do pós-guerra que surgiu sob pressões de ordem económica, política e cultural. Sob esta ideologia, autoritária e nacionalista Mussolini foi capaz de explorar os medos perante o capitalismo, o ascendente de uma esquerda mais militante e um sentimento de vergonha e humilhação resultantes da “vitória mutilada” nos Tratados de Paz pós I Guerra Mundial.

           O fascismo converteu-se num partido nacional, que alinhava pelas forças conservadoras pela sua oposição às ocupações a fábricas. Os fascistas acreditavam que os fins justificavam os meios. Esperava-se que a escola, religião, jornais, artes e ciência servissem a nação.