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A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

 
O processo da industrialização é o resultado de diversos factores interdependentes: o crescimento demográfico na Europa (a partir do séc. XVIII) os progressos da agricultura, a melhoria das vias de comunicação e os progressos técnicas que permitiram a mecanização.

A Industrialização começou na Inglaterra por ter óptimas condições geográficas que permitiam transacções comerciais e o poder económico sobre alguns países, nomeadamente Portugal.

A industrialização e a “promessa” de melhores condições de vida provocaram a deslocação massiva das populações rurais para as grandes cidades.

Esta procura desenfreada nas cidades provocou nelas um aumento da criminalidade, pobreza, doenças e injustiças sociais visto que grandes centros urbanos não estavam preparados em termos sociais, organizacionais e infra-estruturas.

Há a realçar o crescimento económico visto que houve uma exploração desenfreada da classe operária pela identidade patronal.

As injustiças sociais verificam-se: baixo salário; mulheres e crianças trabalham mas com um salário inferior e diminuição de operários (provocado pela mecanização).

Segundo Karl Marx a “acumulação do capital produz uma subida dos salários, esta subida um aumento de operários, este aumento uma baixa dos salários e esta, finalmente, uma diminuição dos operários”.

Há que compreender a importância do processo de industrialização enquanto mentor da sociedade face às desigualdades sociais levando à doutrina do socialismo (em estado puro, comunismo) para colmatar essas desigualdades. O estado teria que ser participativo e criar condições para a distribuição equitativa de bens e serviços.

A história da sociedade até aos dias de hoje é história da luta de classes.

Segundo Engels a revolução industrial foi um acontecimento que alterou toda a sociedade civil e que fez nascer a classe operária.

A classe operária residia em zonas específicas, afastadas das zonas das elites, e essas zonas eram uma fonte de problemas a começar por falta de sistema de esgotos, ventilação precária, falta de planeamento nas construções de edifícios, falta de instalações sanitárias…, enfim, bairros sociais de operários com todas as carências.

Por vezes, face à falta de habitação, os operários eram novamente explorados pelo patrão que alugava casernas sem o mínimo de condições de habitabilidade.

Com todas estas carências é fácil chegar ao aparecimento de doenças e de epidemias. A tuberculose, a pneumonia, o sarampo, a gripe, a escarlatina, a difteria, a varíola… foram algumas das epidemias que assolaram os centros urbanos.

Também há a considerar doenças provocadas pelo trabalho (por falta de condições) com problemas respiratórios e acidentes de trabalho.

A protecção à família, principalmente às crianças, não existia. A mortalidade infantil era elevada (57% faleciam antes dos cinco anos); as mães não podiam ficar com os seus recém-nascidos mais de quatro ou cinco dias, sob pena de despedimento; Os bebés eram entregues a amas ou semi-abandonados em casa durante o dia; não podiam frequentar escolas para irem trabalhar muito cedo (a partir dos cinco anos), sendo naturalmente analfabetas.

Deste modo a industrialização enfraquece a família, a igreja e a comunidade visto que homens, mulheres e crianças, eram recrutados para o trabalho e deste modo expostos à situação de exclusão social, uma vez que a família constitui um forte suporte social.

É na industrialização que nasce o aumento do consumo caracterizado pela vontade de adquirir não só o que é necessário para a sobrevivência mas também para o seu bem-estar (consumismo).