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Ensaio Critico

Conservadorismo

Com base no conceito de ideologia política e suas implicações no campo das políticas sociais – Bem-estar Social – entre outras, surge o CONSERVADORISMO.

Os Conservadores ideologicamente caracterizam-se por um pessimismo antropológico em que o homem é naturalmente egoísta e não aceita qualquer tipo de alteração ou modificação do que é tradicional. Segundo, Luís de Bonald, “Nós somos o que somos em função da herança (material e cultural) que recebemos dos antepassados”. “Não são os indivíduos que formam a sociedade, mas sim a sociedade que forma os indivíduos”.

 Esta ideologia tem tendências diferentes: Conservadores da Europa Continental e Conservadores Anglo-saxónicos. No século XIX, estas tendências, embora não muito definidas, notoriamente faziam diferença uma da outra. Actualmente, existe um só conservadorismo, visto que, estas diferenças quase que são invisíveis.

Conservadorismo Continental é defensor do catolicismo social na família, na moral, na autoridade, na lei e na ordem. Defendem o paternalismo em que a empresa é como uma família onde o patrão é o pai. São também paternalistas no sentido em que os pobres respeitam os ricos e os ricos por sua vez tratam bem dos pobres, ou seja os pobres são sempre pobres e os ricos são sempre ricos.

Na Europa Continental, os conservadores tinham ideias semelhantes aos fascistas. Os franceses, defendiam o trono e o altar,ou seja, a monarquia, a aristocracia e a igreja contra o liberalismo e a democracia. Mais tarde, na Inglaterra voltaram-se para o nacionalismo e catolicismo social. Os portugueses e os espanhóis seguidores dos ingleses, acrescentaram o cooperativismo em que o lema era, “ … vamos todos trabalhar para ficarmos todos a ganhar…”.

Conservadorismo Anglo-saxónico é defensor do individualismo em que cada pessoa deve ser auto-suficiente, sem a intervenção de terceiros, nomeadamente o Estado, para resolver os problemas. O individualismo é um complemento à liberdade. Os fenómenos sociais têm uma explicação individual. As sociedades têm um mecanismo de auto-regulação, em que deixa de existir pobreza através da livre oferta e procura, em que a intervenção do Estado só é para criar mais dificuldade. O Estado tem um papel interventivo somente na justiça, ordem e segurança através da força e autoridade sem dar oportunidade de compromissos ou discussões, e quem garante o bem-estar social é o mercado, a família, o indivíduo e organizações de voluntariado.

Esta forma de conservadorismo defende o liberalismo capitalista como sendo a continuação do feudalismo. Os conservadoristas americanos são mais liberais que os europeus, pois necessitam de uma certa protecção conservadora na defesa de uma democracia parlamentar e do capitalismo liberal, pois não são tão liberais como assumem ser. A mobilidade individual, social e demográfica vai enfraquecendo a coesão social, a manutenção e transmissão de valores. Os conservadores anglo-saxónicos, vão convertendo os seus parceiros europeus ao liberalismo económico, como por exemplo o actual conservador francês.

Socialismo

Os alicerces do socialismo encontram-se radicados na Revolução Industrial, influenciado pela Revolução Francesa. De facto, os socialistas utópicos, entre eles Proudhon tentam pôr fim à injustiça e à desigualdade, propondo uma nova estrutura social. As massas deveriam tomar o controlo sobre o governo e os meios de produção. Esta vertente utópica defende as teorias do socialismo, denunciado a organização económica governamental e educacional, propondo a criação de sociedades cooperativas de produção.                                    

Quer Marx quer Engel, partiram do princípio político e económico de que seria possível atingir o comunismo, um sistema que visaria a igualdade social e a passagem do poder político e económico para as mãos da classe trabalhadora. Para chegar a esse objectivo dever-se-ia passar por uma fase de transição, numa espécie de compasso de espera onde o poder estaria nas mãos dos que se encarregariam de organizar a sociedade de forma a atingir a igualdade plena, a partir do qual as classes dos trabalhadores tomariam o poder e o Estado não existiria.

Desde então um longo caminho foi percorrido, desde o surgimento das teorias e modelos preconizados por Marx e Engel, os conceitos evoluíram. As teorias socialistas que surgiram como reacção ao quadro de desigualdades, à exploração dos mais fragilizados economicamente, as classes operárias, por parte de uma burguesia capitalista do século XIX, propondo a busca de uma nova sociedade que trouxesse mudanças drásticas, transferindo os meios de produção para as mãos das classes operárias, e camponeses. Tais mudanças obrigaram a mudanças profundas na organização política das sociedades. Um crítico deste modelo e ideologia, foi Ludwig Von Mises, que criticou assertivamente o Socialismo, definindo-o como um sistema económico em que um indivíduo ou grupo de cidadãos de uma sociedade exercem o controlo sobre todos os outros, através da coerção e força organizada, como aconteceu em alguns governos totalitários.

Marxismo

Foi no séc. XIX que o Socialismo encontrou os seus verdadeiros teorizadores: os alemães, Karl Marx e Friedrich Engels. Foram os grandes ideólogos do Socialismo, cabendo ao primeiro o mérito de lhe ter encontrado uma base científica ao desenvolver a teoria do materialismo dialéctico da História.

Em 1848, publicaram uma obra verdadeiramente revolucionária, “O Manifesto”do Partido Comunista, na qual lançaram os princípios básicos da nova ideologia e onde se encontra o celebre apelo “Proletariado de todos os países, uni-vos!”.

Este novo socialismo utópico do período anterior, teve como principal mentor o já referido Karl Marx, filósofo, político e historiador, cujo pensamento, o marxismo, forneceu ao socialismo uma base científica, definindo-lhe com clareza os objectivos e meios de luta.

O pensamento de Marx, apesar da sua originalidade, teve antecedentes na História Europeia. Indirectamente, Marx recebeu influências até da filosofia humanista Grega (Pitágoras e Platão) e do pensamento cristão medieval e começou por elaborar uma nova teoria das sociedades, a que apelidou de materialismo dialéctico concluindo o seguinte:

1.      Considerou que era à realidade exterior que cabia o papel essencial e dinâmico (transformador) das ideias e dos homens; 

2.      Entre as realidades exteriores, aquela que, segundo ele, detinha o papel primordial era a realidade económica, apelidada de infra-estrutura, porque dela dependia a imediata sobrevivência. Assim, foi à realidade económica que Marx Atribui o papel de motor da História. Ela determina as relações de produção que, por sua vez, geram as relações sociais específicas e até as relações políticas;

3.      As relações sociais, movidas por interessas antagónicos, conferem ao processo histórico a sua dinâmica própria: a dinâmica da luta de classes.

4.       Estes, pressupostos, aplicados à Leitura da História, conduziram Marx à ideia de que a evolução das sociedades humanas, até ao presente, não tinha sido mais do que uma sucessão de modos de produção:

·         O esclavagismo, em que a produção se apoiava na exploração do trabalho dos escravos, utilizados como coisas;

·         O feudalismo, que explorava o trabalho dos servos da gleba;

·         O capitalismo, em que a produção é orientada para o máximo lucro através da exploração da mais - valia do trabalho proletário

 A luta de classes, fora a dinâmica que determinara a evolução desses modos de produção, onde a elite (os dominados), através de vários processos conseguira suplantar a minoria de cima e se impusera a essa classe.

            5. Marx acabou com o capitalismo e os seus males, construiu um novo modo de produção: o chamado comunismo. Este ficou conhecido por aquele em que toda a propriedade privada ou cooperativa seria abolida e substituída pela propriedade comum de todos os meios de produção, geridos pelo Estado em nome de todos e para todos. Assim sendo, as classes desapareceriam assim como os seus antagonismos, e o Estado, em vez de ocupar-se com o governo das pessoas, passaria a tratar apenas da “administração das coisas”.

O socialismo, tal como Marx e Engels o idealizaram, não seria mais do que uma etapa intermédia no caminho para a construção do modo de produção comunista e do comunismo como sistema político e social.

O socialismo foi a primeira ideologia a analisar a História, o Estado e a economia sob o ponto de vista do operário, isto é, do próprio proletariado.

Segundo Marx, a única solução para a classe operária era a tomada do poder pela luta armada, instalação da ditadura do proletariado e da sociedade socialista até à construção definitiva do comunismo.

A revolução devia começar nos países mais evolutivos e mais industrializados. Foi no seio do movimento operário e sindicalista que o socialismo se enraizou socialmente, apelando à união internacional dos trabalhadores e à luta de classes. A sua ascensão foi notória ao longo da segunda metade do século XX. Por finais do século, possuía já imprensa própria, em muitos países, e liderava a maior parte dos partidos operários. Para a sua liderança no seio no seio do movimento operário internacional muito contribuíram os Congressos das duas Internacionais Operárias entretanto realizadas: a de 1864, iniciada em Londres, e a de 1889, inaugurada em Paris.

Na transição do século, a evolução do socialismo científico, ou marxista, ficou marcada por dissidências ideológicas internas que provocaram o aparecimento o socialismo reformista teorizado principalmente pelo alemão Bernstein, que mais tarde deu origem à social-democracia e ao socialismo trabalhista que pontificou nos países ocidentais até à 2ª Grande Guerra.

Fascismo

O traço característico do fascismo foi o corporativismo do Estado, realizado através de um partido único e de sindicatos nacionais subordinados ao Estado. No seu modelo corporativista de gestão totalitária, as várias funções do Estado podiam ser desempenhadas por entidades particulares, sem que fossem nacionalizadas, mas cabia ao Estado planear e inspeccionar a sua acção.

A actividade privada era deste modo empregue pelo Estado, o qual podia decidir suspender as suas actividades se não actuassem de acordo com as instruções e os planos superiormente estabelecidos. É o Estado que define a utilidade e a direcção de todas as actividades do país, seja no campo político, económico, social ou cultural.

A composição social era constituída por pequenos negociantes, burocratas de nível baixo e as classes médias, e também rurais, especialmente agricultores, e na cidade classes trabalhadoras.

Este regime político praticava uma política económica que tinha poder sobre si mesma e isso fez com que o desenvolvimento dos países onde vigorava, parasse. Apoiado pela Igreja católica e pelo exército, exercia poderes executivos e legislativos e controlava o judiciário. Este tipo de ideologia, pelo teor dos valores que defende, é considerado à direita, defendendo o nacionalismo, a tradição, os costumes e uma certa postura de rejeição ao exterior.

Nazismo

Adolfo Hitler nasceu na Austria em 20 de Abril de 1889.

Foi o líder político do Partido Nacional-Socialistas dos trabalhadores Alemães (National Socialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP), também conhecido por Nazi, por oposição aos Sociais-Democratas, chanceler e, posteriormente, ditador alemão.

As suas teses racistas e anti-semitas e os objectivos para a Alemanha ficaram patentes no seu livro de 1924, Mein Kampf (Minha Luta). No período da sua ditadura os judeus e outros grupos minoritários considerados “indesejados”, foram perseguidos e exterminados no que se convencionou chamar de Holocausto.

Hitler seria derrotado apenas pela intervenção externa dos países aliados no prosseguimento da II G. Mundial.

Hitler adquiriu a crença na superioridade da “Raça Ariana” que formava a base da sua política e da inimizade natural dos Judeus em relação aos “ Arianos” responsabilizando-os pelos problemas económicos alemães.

 

Quando a Alemanha entrou na I G. Mundial (1914) Hitler, alistou-se imediatamente no exército bávaro. A folha de serviço de Hitler foi exemplar mas nunca foi promovido além de cabo. O seu cargo, num lugar baixo da hierarquia militar, reflectia a sua posição na sociedade quando entrou para o exército foi condecorado duas vezes por coragem em acção.

Durante a guerra, Hitler desenvolveu um patriotismo alemão apaixonado, apesar de não ser cidadão Alemão. Ficou chocado pela capitulação da Alemanha (Novembro 1918).

Como muitos nacionalistas alemães, culpou os políticos civis (os criminosos de Novembro) pela capitulação.

Fez parte dos cursos de “pensamento nacional” organizados pelos departamentos da Educação e propaganda. Um dos principais objectivos deste grupo foi o de criar um bode expiatório para os resultados da guerra e a derrota da Alemanha, “Judaísmo Internacional” nos comunistas e, nos políticos de todos os sectores.

Para Hitler, que tinha vivido os horrores da guerra, a questão da culpa era essencial.

Foi designado pelo quartel-general para se infiltrar num pequeno partido nacionalista, o Partido dos trabalhadores Alemães (DAP).

Hitler aderiu ao partido e rapidamente se tornou chefe do partido.

Em 1919 (Setembro) Hitler escreveu o seu 1º texto anti-semita “relatório sobre o Anti-Semitismo” onde ele fez a apologia de um “Anti-semitismo racional” lutaria de forma legal para remover os privilégios gozados pelos judeus em relação a outros estrangeiros vivendo entre nós. O seu objectivo final, no entanto deverá ser a remoção irrevogável dos próprios “judeus”.

Hitler não seria liberado do exército antes de 1920. A partir daí começou a participar plenamente nas actividades do partido e mudou o seu nome para Nacional Socialistische Deutsche Arbeiterpartei – NSDAP (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), normalmente conhecido como partido Nazi ou Nazista. O partido adoptou a suástica (supostamente um símbolo do “Arianismo”) e a saudação Romana, também usada pelos fascistas italianos.

O partido Nazi era constituído por um pequeno número de extremistas de Munique. Hitler descobre que tem dois talentos: o da oratória pública e o de inspirar lealdade pessoal.

A sua oratória ataca judeus, socialistas e liberais, capitalistas e comunistas, o que começou a atrair simpatizantes.

A 9 de Novembro de 1923 falha uma tentativa de golpe de estado e Hitler e os seus correligionários acaba presa (PUTSCH DA CERVEJARIA)

Hitler usa o seu julgamento como uma oportunidade de espalhar a sua mensagem por toda a Alemanha. Em Abril de 1924 é condenado a 5 anos de prisão. Ali, dita umlivro chamado “Mein Kampf” (Minha Luta) ao seu ajudante Rudolf Hess.

É em Mein Kampf  que se pode deslindar a verdadeira natureza do carácter de Hitler. Ele divide os humanos com base em atributos físicos e psicológicos. Os “Arianos”estavam no topo da hierarquia e no fundo estão os judeus, polacos, russos checos e ciganos. Hitler afirma que os judeus estão a conspirar para evitar que a raça ariana se imponha ao mundo como é seu direito, ao diluir a sua pureza racial e cultural e ao convencer os arianos a acreditar na igualdade em vez da superioridade e inferioridade. Defende a luta pela denominação do mundo como uma batalha racial, cultural e política entre arianos e judeus.

Após a sua prisão, Hitler cria numerosas organizações de filiação (Juventudes Hitleristas, associações de mulheres…) e lentamente, vai tendo uma progressão, beneficiando do mal-estar económico político e social decorrente da derrota de 1918 e depois, da crise de 1929.

Um elemento vital do apelo de Hitler era o sentimento de orgulho nacional ofendido pelo Tratado de Versalhes imposto ao Império Alemão pelos Aliados. Esta propaganda demagógica, que explorava as frustrações e o sentimento anti-semita da sociedade alemã, acusam os judeus de todos os problemas sociais.

Nas eleições de Julho de 1932 o Nazismo é o maior partido alemão e, em 30 de Janeiro de 1933, Adolf Hitler, prestou juramento oficial como Chanceler na Câmara do Reichstag, com o apoio da maioria dos simpatizantes nazis.

Após ter assegurado o poder político, sem ter ganho o apoio da maioria dos alemães, Hitler, através da sua oratória e com todos os meios de comunicação alemães conseguiu convencer a maioria dos Alemães de que ele era o Salvador da Depressão, dos Comunistas, Tratado de Versalhes e dos Judeus.

Para os que não estavam de acordo com novo regime, as SA, SS e Gestapo (Polícia Secreta do Estado) faziam-nos desaparecer em campos de concentração de Dachau (1933 – o 1º e modelo de muitos mais).

A 2 de Agosto de 1934, Hitler funde as funções de Presidente e de Chanceler, passando a intitular-se de Líder (Fuher) da Alemanha e requerendo um juramento de lealdade a cada membro das forças armadas.

A partir de 1941 os judeus foram obrigados a usar a estrela amarela em público para serem identificados e considerados “inferiores”.

Sob o controle ditatorial, Hitler deu inicio a grandes mudanças económicas. As politicas económicas do governo, cautelosas e fiscalistas, vinham sanando as finanças e organizando o Estado Alemão.

O desemprego na Alemanha decresce mas por alterações estatísticas e projectos governamentais:

- As mulheres deixaram de ser contadas como desempregadas a partir de 1933;

- Judeus, a partir de 1935, perderam a condição de cidadãos, não contando como desempregados;

- Mulheres jovens que se casavam eram excluídas dos cálculos;

- O desempregado tinha duas opções: trabalhar para o governo sob salários baixos ou perdiam as regalias (saúde, lazer…);

- Para armar o exército, a produção industrial bélica aumentou e a mão-de-obra também;

- Programas governamentais de trabalho para absorverem mão-de-obra disponível em melhoramento de infra-estruturas, na indústria e na produção bélica (armamento, vestuário, calçado…).

Estas medidas ocorreram à custa de pesadíssimos investimentos por parte do Estado, o que comprometeu a longo prazo as finanças.

Em Março de 1935, Hitler repudiou o Tratado de Versalhes ao reintroduzir o serviço militar obrigatório. O seu objectivo seria construir uma enorme maquinaria militar, incluindo uma nova marinha e força aérea (Luftwaffe). O alistamento em grandes números pareceu resolver o problema do desemprego mas também distorceu a economia.

Em Março de 1936 o Tratado de Versalhes é violado ao reocupar a zona desmilitarizada na Renânia (zona do rio Reno).

A Guerra Civil Espanhola começou com a rebelião dos militares que contou com o apoio do Vaticano e Hitler enviou tropas em apoio ao General Francisco Franco (chefe da rebelião) tornando-se a Espanha num campo de teste para as novas tecnologias e métodos militares desenvolvidos na Alemanha.

A 25 de Outubro de 1936 Hitler assinou uma aliança com o ditador Italiano Fascista Benito Mussolini.

A 5 de Novembro de 1937, Adolf Hitler presidiu a um encontro secreto onde discutiu os seus planos para adquirir o “espaço vital” ao povo Alemão.

A 12 de Março de 1938 pressionou a Áustria à unificação com a Alemanha.

O próximo passo seria a intensificação da crise com a zona dos Sudetas, situada na Checoslováquia. Isto levou ao acordo de Munique em Setembro de 1938, onde a Inglaterra assinou o pacto propondo uma política de contenção, bem como a França, de forma fraca, deram vazão às exigências de Hitler, procurando evitar uma guerra com Hitler, mas entregando-lhe a Checoslováquia.

A 10 de Março de 1939, Hitler ordenou a entrada do exército Alemão em Praga.

Os Ingleses e os Franceses resistiram às próximas exigências de Hitler no que dizia respeito à Polónia (Hitler pretendia o regresso dos territórios cedidos à Polónia pelo Tratado de Versalhes).

As Potências Ocidentais não aceitaram as exigências de Hitler mas não conseguiram chegar a acordo com a União Soviética para uma aliança contra a Alemanha.

A 23 de Agosto de 1939 Hitler fez um pacto (Molotov-Ribbentrop) com Stalin.

Em Setembro de 1939, a Alemanha invade a Polónia e seguidamente a União Soviética também a invade. Inglaterra e a França declaram guerra à Alemanha, começando a II Guerra Mundial.

Hitler, nos primeiros 3 anos, consegue uma série de sucessos militares: A Polónia é derrotada e dividida com os Soviéticos.

Em Abril de 1940, invade a Dinamarca e a Noruega. Em Maio ocupou a Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França.

Em Abril de 1941 invade a Jugoslávia e a Grécia. Forças Itálo-Alemãs avançaram também pelo Norte de África em direcção ao Egipto.

A única derrota de Hitler, nesta fase, foi o fracasso do seu plano de bombardear e posteriormente invadir a Inglaterra. A Força Aérea Inglesa (RAF) vence os Alemães e, o plano de invadir a Grã-Bretanha foi cancelada.

A 22 de Junho de 1941 as forças de Hitler invadiram a União Soviética e apoderam-se de um terço da Rússia Europeia.

A 2 de Fevereiro de 1943, na Batalha de Stalinegrado a Alemanha sofre uma pesada derrota, dando início à derrota de III Reich.

No Norte de África, os Ingleses derrotaram os Alemães e impediram Hitler de se apoderarem do Canal do Suez e do Médio Oriente.

A partir de 1943, a queda Alemã tornou-se inexorável e o atentado de Julho de 1944 contra Hitler revelou a força de oposição interna. Após uma última derrota (Dezembro de 1941), Hitler refugiou-se num bunker na cidade de Berlim e em 3º de Abril suicida-se.

      Em 1945 termina o conflito mundial e instala-se em Nuremberga um Tribunal Internacional para julgar os crimes de guerra cometido pelos Nazis.

      Entre 1945 e 1947 realizam-se 13 julgamentos com juízes de algumas nações vitoriosas: norte-americanos, britânicos, franceses e soviéticos.

Foram absolvidos, condenados à morte por enforcamento, prisão perpétua e alguns foram condenados a penas curtas de prisão.